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Regimes de Tributação

Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real explicados de ponta a ponta — e a conta que diz qual deles cobra menos da sua empresa.

Sócios discutindo os números do negócio em reunião de escritório
GRL Accountability
R$ 4,8 miTeto anual do Simples Nacional
R$ 78 miTeto anual do Lucro Presumido
Uma vez por anoA opção é definitiva para o exercício
DezembroMês em que a decisão precisa estar tomada

Os três regimes cobram sobre bases diferentes

A diferença entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real não está apenas na alíquota: está em sobre o que cada um cobra. O Simples incide sobre a receita bruta, com tudo reunido em uma guia. O Presumido incide sobre um lucro presumido por lei — um percentual fixo da receita, que ignora o resultado efetivo. O Lucro Real incide sobre o lucro que de fato existiu, ajustado por adições e exclusões.

É por isso que não existe "o regime mais barato" em abstrato. Existe o regime mais barato para uma empresa com determinada margem, determinada folha de pagamento e determinada composição de compras. Trocar essas três variáveis muda a resposta.

Três colunas comparando sobre o que o imposto incide no Simples Nacional, no Lucro Presumido e no Lucro Real
Cada regime cobra sobre uma base diferente. Essa é a diferença que decide tudo o mais.

Simples Nacional: uma guia, oito tributos, um teto

O Simples reúne IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, contribuição previdenciária patronal e mais ICMS ou ISS em um único documento de arrecadação, o DAS, com alíquota efetiva calculada sobre a receita acumulada dos doze meses anteriores. Alcança empresas de até R$ 4,8 milhões por ano, com vedações por atividade, por sócio e por débito em aberto.

Sua maior vantagem costuma ser a contribuição patronal dentro da guia: quem tem folha relevante economiza cerca de 27% sobre ela ao permanecer no regime. Sua maior limitação é a ausência de crédito — nada do que a empresa compra reduz a base de cálculo.

Lucro Presumido: a lei presume o lucro e cobra sobre ele

No Presumido, a base do IRPJ e da CSLL é um percentual da receita definido no art. 15 da Lei nº 9.249/1995 — 8% para comércio, indústria e transporte de carga, 32% para serviços em geral, entre outros. A carga federal fica em 5,93% da receita no comércio e 11,33% no serviço, antes do adicional de 10% de IRPJ.

Fora dessa conta ficam o ICMS ou o ISS e, principalmente, os encargos sobre a folha. O regime tende a ganhar quando a margem real é maior que a presunção e a folha é pequena — e a perder no caso contrário.

Lucro Real: imposto sobre o resultado que existiu

O Lucro Real parte do lucro contábil e o ajusta por adições, exclusões e compensação de prejuízos. É obrigatório acima de R$ 78 milhões de receita anual e para instituições financeiras, empresas com resultado vindo do exterior e outras hipóteses do art. 14 da Lei nº 9.718/1998 — mas pode ser adotado por opção, por empresa de qualquer porte.

Nele, PIS e Cofins passam a ser não cumulativos: alíquota de 9,25%, com crédito sobre insumos, energia, aluguel de pessoa jurídica e fretes na venda. É o regime da empresa com margem apertada, muito crédito na cadeia ou prejuízo a compensar.

O custo de estrutura entra na conta

O Lucro Real exige escrituração contábil completa e tempestiva, ECD, ECF, EFD-Contribuições e controles de crédito nota a nota. A migração só se justifica quando a economia tributária cobre com folga esse custo — e se sustenta ao longo de vários exercícios, não em um ano atípico.

O calendário da decisão

A opção pelo Simples Nacional se encerra no último dia útil de janeiro, com efeito retroativo a 1º de janeiro. A escolha entre Lucro Presumido e Lucro Real se manifesta com o pagamento da primeira quota do imposto do primeiro período de apuração — e, como todas as outras, é definitiva para o ano inteiro.

Na prática, isso coloca a decisão em dezembro, sobre projeção, e não em março, sobre susto.

As quatro etapas do calendário de escolha do regime de tributação, de outubro a dezembro até o primeiro recolhimento do ano
A opção do ano se sela no primeiro pagamento. O que decide é o que foi projetado em dezembro.

Base legal: Lei Complementar nº 123/2006; Lei nº 9.249/1995, arts. 3º, 15 e 20; Lei nº 9.430/1996, arts. 1º, 25 e 26; Lei nº 9.718/1998, arts. 13 e 14; Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003; Lei nº 9.065/1995, arts. 15 e 16. Texto conferido na fonte oficial em 8 de setembro de 2026. Os percentuais citados desconsideram particularidades setoriais, estaduais e municipais. Confirme a simulação da sua empresa com a GRL Accountability.

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Simples Nacional

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